Ele os define como “vinhos de sede”, alegres, vivos, intensos e gastronômicos, com “mais expressão de fruta e de flor, e uma personalidade muito persistente na boca”. “Ao considerar que em uma fermentação espontânea se faz uso da levedura presente no local, parece óbvio concluir que esse produto apresentará mais personalidade do terroir”, argumenta Gabriela Teixeira. De acordo com o relatório Organic Wine Market Forecast to 2028, o nicho foi avaliado em US$ 12,47 bilhões em 2022 e projeta um salto para US$ 24,55 bilhões até 2028, crescendo a uma taxa de 12% ao ano. O fenômeno reflete uma mudança clara no comportamento do consumidor, que cada vez mais adota a filosofia do “beber menos, mas melhor”. Assim, na prática, isso significa que a fermentação ocorre com “leveduras espontâneas (presentes na própria uva e no ambiente) e não recorrem a nenhum aditivo enológico”, como explica Gabriela Teixeira.
Garrafas mais leves, rótulos recicláveis e embalagens inovadoras estão se tornando a norma, refletindo o compromisso da indústria com a redução do desperdício e a preservação dos recursos naturais. Por exemplo, muitas vinícolas estão adotando a agricultura orgânica e biodinâmica, eliminando o uso de produtos químicos nocivos e promovendo a biodiversidade nos vinhedos. Além disso, a utilização de energias renováveis, como a energia solar, está se tornando cada vez mais comum nas vinícolas modernas, reduzindo assim a pegada de carbono da produção de vinho. Naquela época, não havia preocupação com o uso de produtos químicos, pois o solo era visto como um substrato inerte. Desde que os químicos não afetassem o produto (as uvas) nem as pessoas que trabalhavam na colheita, tudo era considerado aceitável dentro dos limites legais. Atualmente, com a crescente preocupação com a sustentabilidade e a saúde, os vinhos orgânicos têm conquistado cada vez mais espaço no mercado e entre os consumidores.
O empório da fazenda serve produtos artesanais, como queijos, chutneys, cerveja de castanha portuguesa e vinhos. A Quinta da Matriculada é uma charmosa vinícola localizada em Diamantina, aos pés da Serra da Matriculada, na Cordilheira do Espinhaço. Com vinhedos a 1.250 metros de altitude, produz vinhos finos a partir de uvas como Syrah, Tempranillo e Sauvignon Blanc.
Práticas Inovadoras e Tecnologia em Prol do Sustentável
Ao escolher o QURA, o consumidor apoia a economia da região e contribui para uma cadeia mais justa. As uvas vieram diretamente do terroir do Douro, e isso sente-se em cada gole. Segundo Jorge Alves, o enólogo por trás da essência da marca, este é um vinho “expressivo e zen”, com camadas de fruta, textura de boca surpreendente e uma mineralidade que o distingue. Na correria do dia, Tão Longe, Tão Perto é aquele convite para desacelerar e beber com propósito. A revolução não é brusca, mas sim uma evolução natural que mistura o melhor da tradição com uma pegada moderna, acessível e que faz a diferença. Nosso propósito é transformar cada taça em uma experiência memorável unindo tradição, arte e o verdadeiro sabor da Serra Gaúcha.
A sommelière abordará inovações no mundo dos vinhos, curiosidades, harmonizações, aspectos socioeconômicos, sustentabilidade, ética na produção e muitas dicas. Em vez de três garrafas banais, estamos à procura de uma única que emocione. Em vez da busca pelo preço mais baixo, cresce a busca pelo vinho que marque a noite, que se conecte à comida e ao momento, que faça sentido. Enquanto os antigos paradigmas giravam em torno do prestígio e da tradição estrangeira, o novo cenário valoriza conexão, autenticidade e experiência. O consumidor atual quer entender o processo, participar da história e sentir-se parte da comunidade produtora. Há algo de simbólico, e promissor, no fato de que o vinho brasileiro está sendo redescoberto por jovens tanto no consumo quanto na produção.
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Fundada em 1999, a partir de uma antiga fazenda bicentenária na Serra da Mantiqueira, a Vinícola ABN oferece degustações de rótulos e também hospedagem. Há mais de 30 anos, em Andradas, no sul de Minas Gerais, a Casa Geraldo cultiva uma verdadeira paixão pelo vinho. A história começou com uma família de imigrantes italianos que desembarcou no Brasil cheia de sonhos, mas com pouco dinheiro. Como consultora de vinhos, vejo essa tendência como uma grande oportunidade para bares comprar vinho e restaurantes. Não se trata de montar uma carta extensa e cheia de rótulos que acabam parados, mas de selecionar com critério aqueles que, quando bem apresentados, praticamente se vendem sozinhos. São vinhos que garantem margem saudável e, ao mesmo tempo, criam fidelidade.
Com produtos de alta qualidade e cuidadosamente selecionados, garantimos que cada garrafa represente a essência e o prestígio da sua marca. Diretamente do Valle del Maule, no Chile, esses rótulos unem tradição, sustentabilidade e um novo olhar sobre o consumo consciente. Um diferencial competitivo para o seu restaurante, mercado, empório, adega ou distribuidora. Essa mudança reflete uma consciência crescente sobre a importância da sustentabilidade no mundo do vinho. Esses eventos destacam as práticas ambientais adotadas e seu impacto positivo na qualidade do vinho. Algumas vinícolas implementam sistemas de captação de água da chuva e tratamento de efluentes.
O transporte de vinho representa 42% da pegada de carbono de uma garrafa exportada e é uma das maiores fontes de emissões de CO₂ na cadeia de produção de vinhos, segundo dados da OIV. Nesse sentindo, vem acontecendo uma movimentação dos produtores de vinho ao redor do mundo, para buscar soluções que minimizem esse impacto. A história da Vinícola Stella Valentino começou em 1888, quando Valentino Stella veio da Itália para o Brasil. A família passou gerações cultivando uvas por paixão e, em 2002, iniciou a produção de vinhos finos, sendo uma das pioneiras na região a usar a técnica da dupla poda. Em resumo, ao escolher vinhos orgânicos e que valorizam práticas sustentáveis estamos apoiando uma produção mais justa e equilibrada em relação aos recursos naturais e aos trabalhadores envolvidos em todo o processo.
Práticas sustentáveis na produção de uvas incluem o uso de métodos orgânicos, redução do uso de produtos químicos, gestão eficiente de água e energia, e técnicas de cultivo que promovem a biodiversidade. A produção de vinho pode ser mais sustentável através da redução do uso de produtos químicos, otimização do uso de água e energia, e implementação de práticas ecológicas desde o cultivo das uvas até a vinificação. Para iniciar a jornada rumo à sustentabilidade, o primeiro passo é realizar um diagnóstico completo das operações, identificando áreas de maior impacto ambiental, como consumo de água, energia e geração de resíduos. Ações simples, como a implementação de sistemas de reaproveitamento de água da chuva, uso de fontes de energia renováveis e a transição para garrafas mais leves, são um bom começo.
Uma nova geração de consumidores, um novo tipo de vinho
Sistemas de irrigação eficientes, reutilização de água e técnicas que minimizam o desperdício estão se tornando padrão em vinícolas sustentáveis. Ao preservar esse tesouro precioso, a indústria vinícola não apenas assegura a qualidade das uvas, mas também contribui para a sustentabilidade global dos recursos hídricos. Por exemplo, através da otimização de rotas e da utilização de meios de transporte com menor impacto ambiental, como navios e trens, há uma significativa redução das emissões de carbono. Outra solução bastante eficiente é o transporte a granel (bulk wine), que pode reduzir as emissões em até 40%, quando comparado com o transporte de garrafas de vidro. Vale destacar que a legislação brasileira não permite a importação de vinhos a granel. A sustentabilidade na vinicultura não se resume apenas a usar garrafas recicláveis ou reduzir as emissões de carbono.
Viticultores eliminam o uso de pesticidas e herbicidas sintéticos, optando por métodos naturais de controle de pragas. Essa técnica precisa economiza água e direciona os recursos hídricos diretamente às raízes das videiras. Algumas vinícolas vão além, oferecendo programas educacionais para escolas e comunidades locais. Algumas vinícolas criam corredores ecológicos e áreas de preservação em suas propriedades.
Produzir vinhos que combinem a excelência qualitativa com a sustentabilidade real é o cerne do projeto “Resistenti”. A abordagem meticulosa na vinificação garante que os vinhos preservem a identidade do território, ao mesmo tempo em que conquistam consumidores e críticos em busca de algo novo e ético. Esses vinhos, com um perfil elegante e único, estão destinados a ocupar um lugar de destaque no cenário enológico internacional. A certificação sustentável torna-se mais comum, garantindo aos consumidores que os vinhos são produzidos com cuidado ambiental. Algumas vinícolas exploram alternativas como latas de vinho ou embalagens de papelão.